Histórias de Família
Famílias: Fernandes e Roque (e afins)
sexta-feira, 20 de julho de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
domingo, 30 de janeiro de 2011
Genealogia Roque
1. Victoria Roque Fernandes (minha avó materna)
nome de solteira: Victoria Emilia Roque
natural de Portalegre, Portugal
nascida em: 26 de agosto de 1876, na rua do Canto da Fava, freguesia da Sé, Concelho de Portalegre, Portugal
Filha única de João Antônio Roque e Francisca do Patrocínio (Botas) Roque, ambos de Portalegre, PT.
batizada : 14/09/1876, na Igreja da Sé Catedral de Portalegre, PT . O Batismo foi celebrado pelo pároco Manoel José Alves. Tendo como Padrinho: José Maria da Silva Sardinha - solteiro, proprietário e morador na Villa de Avranches (?); e Madrinha: Maria Benedicta -casada, moradora na rua da Misericórdia.
Na certidão de batismo de Victória consta que seu pai era "fabricante", por ocasião de seu nascimento.
Obs: Parece que Francisca, a mãe de Victória, faleceu em consequência do parto da mesma.
Victória já veio adulta para o Brasil, possivelmente aos 20 anos, depois de completar seus estudos em Lisboa.
Victória veio viver com o pai que já estava estabelecido no Brasil e casado em segundas núpcias e com um filho (Victor) desse novo casamento.
Casou-se em: 26 de agosto de 1899, na Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, Brasil, com Manoel Joaquim Fernandes, natural de Braga , Portugal.
Victória e Manoel tiveram os filhos: Horácio(1º), Hermínia, Hilda, Horácio(2º), Manoel, Hercília, João, Amândio, Marino, Ary, Herbert e Deifille.
2. João Antônio Roque (meu bisavô)
Natural de Portalegre, freguesia da Sé, rua da Beata. Nascido em: 30/12/1852.
Batizado em 30/06/1853, na catedral da Sé, Portalegre, pelo pároco Francisco Bragança.tendo com padrinhos: João Pires(Pines?) Vermelho e Florência Maria.
Filho de: Francisco José Roque e Mariana Rita
João A. Roque casou-se com Francisca do Patrocínio Botas em 08/08/1875, na Igreja da Sé de Portalegre, Portugal
Obs: João Antônio Roque ficou viúvo, com a filha Victória ainda bebê. Possivelmente, quando Victória tinha uns 6 ou 7 anos (1882/83), ele a internou num colégio laico e pouco depois disso veio para o Brasil. Em 1885 ele já tinha uma loja de livros usados e novos, na rua do Hospício nº57, no centro do Rio de Janeiro. Depois ele mudou a loja para a rua Gonçalves Dias nº 63, também no centro do Rio de Janeiro. Nessa ocasião consta que ele era representante da Editora Campos & Ca (Cia), de Lisboa.
Obs: João Antônio casou-se novamente (não sabemos se no Brasil , ou em Portugal). Desse casamento teve o filho Victor (nascido, talvez, por volta de 1885/86), meio irmão de minha avó Victória.
Parece que Victor casou-se e teve uma filha. E que foi para Portugal com seus pais e sua filha ( pois, parece que a mulher o havia abandonado) provavelmente em 1910/11.
João Antônio, sua segunda esposa (e, talvez, seu filho Victor e a neta) retornaram a Lisboa, Portugal, possivelmente, em1910/11. Em 1913/14, moravam na rua Viriato, São Sebastião da Pedreira, Lisboa.
Em 1919, numa carta a sua neta e afilhada Hercíla (tia Cilinha), ele diz que já está muito velho e doente (aos 68 anos de idade!). Nessa ocasião ele e sua esposa estavam em Álges, cidade de veraneio, próxima de Lisboa.
João deve ter falecido pouco depois disso.
3. Francisca do Patrocínio Botas (ou Bottas) (minha bisavó)
Natural de Portalegre, Alentejo, Portugal, Freguesia de São Lourenço. Nascida em: 11/07/1852.
Batizada em: 14/08/1852; na Paróquia de São Lourenço, pelo pároco coadjutor Francisco Pedro Rolim.
Padrinho: João Antônio de Mattos e madrinha: D. Francisca Joaquina de Goes (com procuração desta "locou"(sic) Antonio Manoel de Mattos).
Filha de: José Vicente Botas e Francisca Rita (ambos da Freguesia de São Lourenço, Portalegre, PT)
Francisca do Patrocínio Botas casou-se com João Antônio Roque em 08/08/1875 na Igreja da Sé de Portalegre, Portugal.
Obs: Francisca , segundo consta dos relatos familiares, faleceu logo após o nascimento de Victória, embora não conste na certidão de batismo de Victória, realizado 20 dias após o seu nascimento, que sua mãe já fosse falecida.
nome de solteira: Victoria Emilia Roque
natural de Portalegre, Portugal
nascida em: 26 de agosto de 1876, na rua do Canto da Fava, freguesia da Sé, Concelho de Portalegre, Portugal
Filha única de João Antônio Roque e Francisca do Patrocínio (Botas) Roque, ambos de Portalegre, PT.
batizada : 14/09/1876, na Igreja da Sé Catedral de Portalegre, PT . O Batismo foi celebrado pelo pároco Manoel José Alves. Tendo como Padrinho: José Maria da Silva Sardinha - solteiro, proprietário e morador na Villa de Avranches (?); e Madrinha: Maria Benedicta -casada, moradora na rua da Misericórdia.
Na certidão de batismo de Victória consta que seu pai era "fabricante", por ocasião de seu nascimento.
Obs: Parece que Francisca, a mãe de Victória, faleceu em consequência do parto da mesma.
Victória já veio adulta para o Brasil, possivelmente aos 20 anos, depois de completar seus estudos em Lisboa.
Victória veio viver com o pai que já estava estabelecido no Brasil e casado em segundas núpcias e com um filho (Victor) desse novo casamento.
Casou-se em: 26 de agosto de 1899, na Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, Brasil, com Manoel Joaquim Fernandes, natural de Braga , Portugal.
Victória e Manoel tiveram os filhos: Horácio(1º), Hermínia, Hilda, Horácio(2º), Manoel, Hercília, João, Amândio, Marino, Ary, Herbert e Deifille.
2. João Antônio Roque (meu bisavô)
Natural de Portalegre, freguesia da Sé, rua da Beata. Nascido em: 30/12/1852.
Batizado em 30/06/1853, na catedral da Sé, Portalegre, pelo pároco Francisco Bragança.tendo com padrinhos: João Pires(Pines?) Vermelho e Florência Maria.
Filho de: Francisco José Roque e Mariana Rita
João A. Roque casou-se com Francisca do Patrocínio Botas em 08/08/1875, na Igreja da Sé de Portalegre, Portugal
Obs: João Antônio Roque ficou viúvo, com a filha Victória ainda bebê. Possivelmente, quando Victória tinha uns 6 ou 7 anos (1882/83), ele a internou num colégio laico e pouco depois disso veio para o Brasil. Em 1885 ele já tinha uma loja de livros usados e novos, na rua do Hospício nº57, no centro do Rio de Janeiro. Depois ele mudou a loja para a rua Gonçalves Dias nº 63, também no centro do Rio de Janeiro. Nessa ocasião consta que ele era representante da Editora Campos & Ca (Cia), de Lisboa.
Obs: João Antônio casou-se novamente (não sabemos se no Brasil , ou em Portugal). Desse casamento teve o filho Victor (nascido, talvez, por volta de 1885/86), meio irmão de minha avó Victória.
Parece que Victor casou-se e teve uma filha. E que foi para Portugal com seus pais e sua filha ( pois, parece que a mulher o havia abandonado) provavelmente em 1910/11.
João Antônio, sua segunda esposa (e, talvez, seu filho Victor e a neta) retornaram a Lisboa, Portugal, possivelmente, em1910/11. Em 1913/14, moravam na rua Viriato, São Sebastião da Pedreira, Lisboa.
Em 1919, numa carta a sua neta e afilhada Hercíla (tia Cilinha), ele diz que já está muito velho e doente (aos 68 anos de idade!). Nessa ocasião ele e sua esposa estavam em Álges, cidade de veraneio, próxima de Lisboa.
João deve ter falecido pouco depois disso.
3. Francisca do Patrocínio Botas (ou Bottas) (minha bisavó)
Natural de Portalegre, Alentejo, Portugal, Freguesia de São Lourenço. Nascida em: 11/07/1852.
Batizada em: 14/08/1852; na Paróquia de São Lourenço, pelo pároco coadjutor Francisco Pedro Rolim.
Padrinho: João Antônio de Mattos e madrinha: D. Francisca Joaquina de Goes (com procuração desta "locou"(sic) Antonio Manoel de Mattos).
Filha de: José Vicente Botas e Francisca Rita (ambos da Freguesia de São Lourenço, Portalegre, PT)
Francisca do Patrocínio Botas casou-se com João Antônio Roque em 08/08/1875 na Igreja da Sé de Portalegre, Portugal.
Obs: Francisca , segundo consta dos relatos familiares, faleceu logo após o nascimento de Victória, embora não conste na certidão de batismo de Victória, realizado 20 dias após o seu nascimento, que sua mãe já fosse falecida.
sábado, 7 de agosto de 2010
Texto produzido por Lilian Valladares, prima de uma grande amiga, e que também têm ancestrais na bela terra portuguesa!
Pois, pois...
Portugal é um país muito, muito bonito.
O engraçado é que já o conhecia, já estive andando por lá várias vezes...
Mas nunca fui aonde fui desta vez. Fui ver e entender de onde vim, de onde viemos, e provavelmente para onde irei um dia.
Uma terra cheia de sol e cheia de calor. Calor humano especialmente.
Gente super civilizada, cheia de cultura e amadora da beleza discreta.
E que desde os tempos de PORTVGALIA, o negócio sempre foi fazer negócio.(...)
Enfim, escrever sobre esta terra de todos nós...
No Norte, tudo me pareceu lindo. Rico de história, rico em fausto, mas sem demonstrações de luxo. A sobriedade portuguesa está por todo lado, mais o conforto e a delicia do bem e saber viver.
Mesmo nos menores vilarejos, como diria minha avó - as janelas se vestem de rendas -, as casas são pintadas com o gosto instintivo e passional pela cor.
E que cores...
Dos rosas e laranjas mais potentes, como sobre o Castelo da Pena, aos tons pastéis mais sinceros e delicados, em casas adereçadas de roseirais; ruas e praças inundadas de jacarandás em plena floração. Pois, pois... a primavera nos deu de presente esta chance, 10 dias de céu azul e de calor intenso.
Verde oliva, cor que sabem manipular em declinações inusitadas, e combinações únicas, e como direi... difíceis, mas sensivelmente inteligentes.
Azuis sinceros, pois pois... porque conhecem muito bem o que quer dizer o azul do céu.
Pecam pelo amarelo. Vi de tudo, do mais periquito ao mais canário, ao mais cadmium puro.
Isso, por sobre os muros das casas, e/ou frisas decorativas, pois casa portuguesa com certeza
tem que ter um detalhe de cor mesmo nos vilarejos chamados "brancos".
E ao fim, o que possa soar desagradável ao olhar, tem a doçura do óleo de oliva, e a maciez da cortiça, e a simplicidade do peixe grelhado e a sofisticação dos doces feitos em nata pura. (E o aconchego) Das pousadas portuguesas, antigos conventos com paredes pintadas à mão e austeridade de desenho arquitetônico, mesmo em períodos em que reinavam o barroco ou manuelino...
Enfim, como me disse um senhor dono da cortiça perto de Sol Tróia... "eles com as deles e eu com as dos outros..."
E foi assim que alguns ou algumas acabaram por ter um ar meio asiático... -quem diria -... desde os tempos da doce Inês de Castro.
Mesmo que pareça fantasia da minha mente doente em inventar um pouco de tudo, enfim, na China e nas Índias alguém andou se divertindo entre uns e outros e/ou outras.
Falando nisso, mesmo em Mirandela tem chinês. Em todo lugar, nos vilarejos mais escondidos de Trás
os Montes, tem um, com filhos... com vários deles. E com a sua loja aberta das 8 da manhã às 9 da noite. Ninguém pode evitar ter que ter necessidade de alguma coisa - que eles certamente devem ter - entre um milhão de outras, enfurnadas em um espaço lotado de tudo o que for necessário, mesmo à quem não precisa de nada.
Inevitável. Percebes?
Para continuar a peripécia, em descendo a rota dos vinhos, entre Trás os Montes e o Alentejo, a paisagem se dedica à três coisas: às uvas, às azeitonas e à cortiça.
Entre uma e outra planta, juro por o que for mais sagrado, nem um capim fora do lugar.
Uma roseira colorida como que a dar um jeitinho de quem não quer nada, mas adora decorar, mesmo a terra nua por onde pisa.
Meu Deus ... Que Deus ajude esta terra. A catástrofe econômica toca à porta...
Mas os portugueses... sábios, ou sabidos... já construíram estradas em dobro... (...), portanto, viajar pela "terrinha" é um grrrrrrraaannnde" prazer.
Assim, a grana do maior produto nacional bruto depois do vinho - o turismo-, está garantido mesmo na
pior das recessões. Você vai de todo lugar a todo lugar.
Não existe um pedaço de Portugal que falte gente agradável, gentil e educada; nenhum lugar que falte água, que falte luz, que falte azeitonas ou que falte peixe, ou um chinês.
Tem também inglês por todo lado. O Porto é um reduto deles.
Que cidade linda.
Francamente.
Quem gosta de comer Mil Folhas... pois... dedico, com todo amor, um conselho aos amantes de belas
casas e de tudo o que cheira bem, que tem gosto e que tem vida. Visite O Porto.
O Algarve, dedico aqueles que gostam de deserto cultural.
Sagres lugar ideal aos surfistas e navegantes de todo mundo.
A rota é um pouco longa, mas feita com enorme desenvoltura pelas estradas portuguesas:
Lisboa, Sintra, Mafra, Obidos, Nazaré, Leiria, Coimbra, Agueda, Porto, Paredes, Vila Real, Mirandela, Vila Flor, Mogadouro, Parque Nacional do Douro,Meda, Guarda, Serra da Estrela, Fundão, Portalegre, Estremoz, Evora, Monsaraz, Mourão, Beja, Castro Verde, Albufeira, Lagoa, Portimão, Lagos, Vila do Bispo, Sagres, Aljezur, Sines, Comporta, Sol Troia, Setubal, Parque da Arrabida, Sesimbra, Lisboa.
10 dias de sol e calor especialmente dedicados a nós outros.
Modestamente.
Lilian
Portugal é um país muito, muito bonito.
O engraçado é que já o conhecia, já estive andando por lá várias vezes...
Mas nunca fui aonde fui desta vez. Fui ver e entender de onde vim, de onde viemos, e provavelmente para onde irei um dia.
Uma terra cheia de sol e cheia de calor. Calor humano especialmente.
Gente super civilizada, cheia de cultura e amadora da beleza discreta.
E que desde os tempos de PORTVGALIA, o negócio sempre foi fazer negócio.(...)
Enfim, escrever sobre esta terra de todos nós...
No Norte, tudo me pareceu lindo. Rico de história, rico em fausto, mas sem demonstrações de luxo. A sobriedade portuguesa está por todo lado, mais o conforto e a delicia do bem e saber viver.
Mesmo nos menores vilarejos, como diria minha avó - as janelas se vestem de rendas -, as casas são pintadas com o gosto instintivo e passional pela cor.
E que cores...
Dos rosas e laranjas mais potentes, como sobre o Castelo da Pena, aos tons pastéis mais sinceros e delicados, em casas adereçadas de roseirais; ruas e praças inundadas de jacarandás em plena floração. Pois, pois... a primavera nos deu de presente esta chance, 10 dias de céu azul e de calor intenso.
Verde oliva, cor que sabem manipular em declinações inusitadas, e combinações únicas, e como direi... difíceis, mas sensivelmente inteligentes.
Azuis sinceros, pois pois... porque conhecem muito bem o que quer dizer o azul do céu.
Pecam pelo amarelo. Vi de tudo, do mais periquito ao mais canário, ao mais cadmium puro.
Isso, por sobre os muros das casas, e/ou frisas decorativas, pois casa portuguesa com certeza
tem que ter um detalhe de cor mesmo nos vilarejos chamados "brancos".
E ao fim, o que possa soar desagradável ao olhar, tem a doçura do óleo de oliva, e a maciez da cortiça, e a simplicidade do peixe grelhado e a sofisticação dos doces feitos em nata pura. (E o aconchego) Das pousadas portuguesas, antigos conventos com paredes pintadas à mão e austeridade de desenho arquitetônico, mesmo em períodos em que reinavam o barroco ou manuelino...
Enfim, como me disse um senhor dono da cortiça perto de Sol Tróia... "eles com as deles e eu com as dos outros..."
E foi assim que alguns ou algumas acabaram por ter um ar meio asiático... -quem diria -... desde os tempos da doce Inês de Castro.
Mesmo que pareça fantasia da minha mente doente em inventar um pouco de tudo, enfim, na China e nas Índias alguém andou se divertindo entre uns e outros e/ou outras.
Falando nisso, mesmo em Mirandela tem chinês. Em todo lugar, nos vilarejos mais escondidos de Trás
os Montes, tem um, com filhos... com vários deles. E com a sua loja aberta das 8 da manhã às 9 da noite. Ninguém pode evitar ter que ter necessidade de alguma coisa - que eles certamente devem ter - entre um milhão de outras, enfurnadas em um espaço lotado de tudo o que for necessário, mesmo à quem não precisa de nada.
Inevitável. Percebes?
Para continuar a peripécia, em descendo a rota dos vinhos, entre Trás os Montes e o Alentejo, a paisagem se dedica à três coisas: às uvas, às azeitonas e à cortiça.
Entre uma e outra planta, juro por o que for mais sagrado, nem um capim fora do lugar.
Uma roseira colorida como que a dar um jeitinho de quem não quer nada, mas adora decorar, mesmo a terra nua por onde pisa.
Meu Deus ... Que Deus ajude esta terra. A catástrofe econômica toca à porta...
Mas os portugueses... sábios, ou sabidos... já construíram estradas em dobro... (...), portanto, viajar pela "terrinha" é um grrrrrrraaannnde" prazer.
Assim, a grana do maior produto nacional bruto depois do vinho - o turismo-, está garantido mesmo na
pior das recessões. Você vai de todo lugar a todo lugar.
Não existe um pedaço de Portugal que falte gente agradável, gentil e educada; nenhum lugar que falte água, que falte luz, que falte azeitonas ou que falte peixe, ou um chinês.
Tem também inglês por todo lado. O Porto é um reduto deles.
Que cidade linda.
Francamente.
Quem gosta de comer Mil Folhas... pois... dedico, com todo amor, um conselho aos amantes de belas
casas e de tudo o que cheira bem, que tem gosto e que tem vida. Visite O Porto.
O Algarve, dedico aqueles que gostam de deserto cultural.
Sagres lugar ideal aos surfistas e navegantes de todo mundo.
A rota é um pouco longa, mas feita com enorme desenvoltura pelas estradas portuguesas:
Lisboa, Sintra, Mafra, Obidos, Nazaré, Leiria, Coimbra, Agueda, Porto, Paredes, Vila Real, Mirandela, Vila Flor, Mogadouro, Parque Nacional do Douro,Meda, Guarda, Serra da Estrela, Fundão, Portalegre, Estremoz, Evora, Monsaraz, Mourão, Beja, Castro Verde, Albufeira, Lagoa, Portimão, Lagos, Vila do Bispo, Sagres, Aljezur, Sines, Comporta, Sol Troia, Setubal, Parque da Arrabida, Sesimbra, Lisboa.
10 dias de sol e calor especialmente dedicados a nós outros.
Modestamente.
Lilian
terça-feira, 25 de maio de 2010
Genealogia Fernandes
- Manoel Joaquim Fernandes ( meu avô materno)
Nascido em: 05/06/1864, Freguesia de São Victor, Braga.
Foi batizado no dia 11/07/1864, na Igreja Paroquial de São Vitor, da Cidade, Conselho e Diocese de Braga. Padrinhos: Manoel Joaquim, vendeiro, e sua mulher Quitéria Maria, moradores da rua da Cônega
Filho primogênito de: Manoel José Joaquim Fernandes e Maria do Livramento (Dias) Fernandes
Veio para o Brasil , Rio de Janeiro, possívelmente, em 1891, com 27 anos. E era, ou tornou-se comerciante.
Casou-se em 26/08/1899 com Victória Emilia Roque (natural de Portalegre, Portugal), na Igreja da Candelária, centro do Rio de Janeiro.
Consta em sua certidão de batismo que seu pai, Manoel José Joaquim Fernandes, era sapateiro. E que residiam na rua São Barnabé , Freguesia de São Vitor, Braga, na época de seu nascimento.
Irmãos: José Antônio Fernandes e Hermínia de Jesus Fernandes
2. Manoel José Joaquim Fernandes ( meu bisavô)
Natural de Braga, Maximinos. Nascido em 12/02/1834
Casou-se (1863?) com Maria do Livramento Dias
Filho de: Constantino José Fernandes e de Rosa Ludovina
2. Maria do Livramento Dias (minha bisavó)
Natural da Sé , Braga. Nascida em: 27/06/1838
Casou-se em: (1863?) com Manoel José Joaquim Fernandes, na Freguesia de Santiago, Braga.
Filha de: Jerônimo José Dias e Josefa Maria
Filhos desse casal: Manoel Joaquim, José Antônio e Hermínia de Jesus
3. Constantino José Fernandes (meu trisavô)
Natural da Freguesia de São Pedro de Maximinos, Braga. Nascido, provavelmente, no início do século XIX.
Casou-se (1833?) com Rosa Ludovina
Filho de: Manoel José da Costa e Maria Thereza
3. Rosa Ludovina (minha Trisavó)
Natural da Freguesia de São João do Souto, Braga. Nascida, provavelmente, no início do séculoXIX.
Casou-se (1833?) com Constantino José Fernandes
Filha de: Antonio Valério e Maria de Jesus
4. Manoel José da Costa e Maria de Jesus (meus tetravós)
Nascidos, provavelmente, na segunda metade do século XVIII.
E, casaram-se , provavelmente, no início do século XIX.
4. Antonio Valério e Maria de Jesus (meus tetravós)
Nascidos, provavelmente, na segunda metade do século XVIII.
E, casaram-se, provavelmente, no início do século XIX.
3. Jerônimo José Dias (meu Trisavô)
Natural de Gavião, Conselho de Famelicão. Nascido, provavelmente, no início do séculoXIX.
Casou-se (1837?), com Josefa Maria
Filho de: Custódio José Dias e Marina Thereza
3. Josefa Maria (minha trisavó)
Natural da Freguesia de Adaufe, Braga. Nascida, provavelmente, no início do século XIX.
Casou-se (1837?) com Jerônimo José Dias
Filha de: (pai incógnito) e Thereza Ferreira (solteira)
4. Custódio José Dias e Marina Thereza (meus tetravós)
Naturais da Freguesia de Vila Nova de Famelicão, Braga.
Nascidos, provavelmente, na segunda metade do século XVIII.
Casaram-se, provavelmente, no início do súculo XIX.
4. Thereza Ferreira(minha tetravó)
Natural de Santa Maria de Adaufe, Braga. Nascida, provavelmente, na segunda metade do século XVIII.
Solteira.
Fontes: relatos de Deifille F. Greenhalgh; documentos fornecidos por Deifille Fernandes Greenhalgh e Victória Roque Fernandes; certidões obtidas junto ao Arquivo Distrital de Braga-Universidade do Minho.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
João (continuação...)
João casou-se novamente.
Ainda não consegui dados precisos sobre esse segundo casamento (parece que foi no Brasil). Com a segunda esposa, ele teve um filho chamado Victor Roque (brasileiro?). Esse nome parece que foi dado em homenagem a sua meia irmã Victória, minha avó.
Minha avó chamava sua madrasta de Comadre ( Victória batizou o Victor?). Meus tios e minha mãe só a conheceram por esse nome "Comadre" .Isso tem dificultado o levantamento de dados dessa parte da história. Meu bisavô João (talvez junto com sua segunda esposa) batizou minha tia Hercília. A irmã da "Comadre" ,cunhada de meu bisavô, também ficou conhecida na família pelo apelido que meus tios lhe deram:"Dindinha de Todos", pois ela deve ter batizado um dos meus tios mais velhos, mas, também pude apurar que era conhecida como Mariquinha.
Minha avó chamava sua madrasta de Comadre ( Victória batizou o Victor?). Meus tios e minha mãe só a conheceram por esse nome "Comadre" .Isso tem dificultado o levantamento de dados dessa parte da história. Meu bisavô João (talvez junto com sua segunda esposa) batizou minha tia Hercília. A irmã da "Comadre" ,cunhada de meu bisavô, também ficou conhecida na família pelo apelido que meus tios lhe deram:"Dindinha de Todos", pois ela deve ter batizado um dos meus tios mais velhos, mas, também pude apurar que era conhecida como Mariquinha.
João, sua esposa e seu filho Victor voltaram para Portugal, Lisboa, por volta de 1909/1911. Nessa altura da vida ele já tinha feito uma pequena fortuna e era chamado de capitalista. Além da livraria, e de representar uma editora, parece que tinha uma Tipografia e negócios com cerâmica em Portugal.
Existe uma carta de João ( parte da carta está na figura acima), datada de 1919, para sua neta e afilhada Hercília( a quem todos nós chamávamos de "Cilinha") por ocasião do aniversário desta.
É uma carta muito carinhosa, onde ele pergunta por todos os netos queridos e se diz já muito velho e doente (aos 68 anos!). Ele escreveu essa carta da localidade de Álges, que, naquele tempo era um lugar de veraneio, na periferia de Lisboa, e ele estava lá para repousar e se recuperar, acompanhado de sua esposa. mas, o estranho é que ele não fala no filho Victor em nenhum momento, nessa carta.
Tudo indica que o bisavô João faleceu pouco tempo depois disso.
Nessa carta ele se refere a outra carta que escreveu para sua neta mais velha , a Hermínia (a "Mina", como era chamada). Pena que essa carta não foi encontrada.
Minha avó foi chamada para o inventário do pai, mas, meu avô Fernandes não permitiu que ela fosse , pois "não precisaria de nenhum bem material que o pai tivesse deixado para ela". A "estrela comercial" do vovô Fernandes brilhava alto nessa ocasião...
Com isso, e por outros motivos que desconheço, a família perdeu todo o contato com a madrasta de vovó e com seu meio irmão Victor.
Em outubro passado, pude fotografar a rua, em Lisboa, que esse bisavô morou com sua 2ª família; e onde nasceu meu tio Marino ,em 1914. Mas, a casa onde eles moraram já havia sido demolida e em seu lugar estava um prédio recém construído.
Sabem que fruta era?
O abacate!!
Lógico que sua comparação foi só uma analogia com a forma da fruta, que lembrava a pera, tão comum em Portugal.
Ele comeu o abacate e ficou fã!
Lógico que sua comparação foi só uma analogia com a forma da fruta, que lembrava a pera, tão comum em Portugal.
Ele comeu o abacate e ficou fã!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
João
João Antônio Roque. (meu bisavô materno)
Está aí um ancestral que me fascina.
Não porque imagine que ele tenha sido algum herói ou coisa parecida. Mas, porque ,apesar das lacunas no levantamento de sua trajetória de vida (que ainda não consegui suprir com os dados que obtive até o momento) ele viveu o seu tempo com empreendedorismo, que foi uma marca da vida de boa parte dos europeus ocidentais do século XIX.
João Antônio nasceu em 30 de dezembro de 1852, na Freguesia da Sé, Portalegre, Alentejo, Portugal.
Casou-se, aos 22 anos, com Francisca do Patrocínio Botas (ou Bottas).
E, tiveram Victória Emilia. Victória não teve irmãos (só um meio irmão, mas isto é outra história...). Porque, sua mãe, Francisca, morreu logo após o parto, provavelmente de febre puerperal - o temível "mal do parto" muito comum naquela época em que os filhos nasciam em casa nas mãos de uma parteira. Logo de início, e até Victória ter uns sete anos, João só alugava casa onde já morasse um casal com filhos, para que Victória tivesse quem cuidasse dela; e para que ela tivesse companhia de outras crianças, enquanto João trabalhava.
João , ao casar-se , era fabricante. Mas, fabricante de que? Onde? Em sua própria cidade? Ainda não consegui descobrir.
Num dado momento, talvez pelo ano de 1883/84, Victória foi para Lisboa com seu pai. Em Lisboa, João internou Victória num colégio, o que não era muito comum para as mulheres portuguesas daquele tempo: as ricas, ou nobres,tinham instrução em casa, com preceptores; e existiam educandários religiosos e laicos para as órfãs. O nível de analfabetismo entre as mulheres em Portugal, naquela época, era muito alto. Mas, João já mostrou aí, que sua ambição não era só buscar sucesso econômico, mas queria que sua filha tivesse uma boa instrução.
João , então, recomendou sua filha diretamente à diretora do colégio. Victória era responsabilidade da Diretora. Por isso, suspeito que o colégio era um educandário para órfãs, já que, como disse antes, não havia colégio para meninas nessa época, em Lisboa. (pelo menos minhas pesquisas não apontam nenhum). E, até onde sei, não ficou nenhuma amizade de Victória por lá, ela só falava na tal Diretora.
Porém, havia outro motivo para que João internasse sua filha: ele precisava viajar!
Se já havia alguma coisa aqui no Brasil para ele, ou, simplesmente ele veio aventurar-se por aqui, como tantos outros portugueses, ainda não posso precisar. Só sei que, segundo o Almanak Laemmert, em 1887 João já estava estabelecido no centro do Rio de Janeiro com uma livraria que , também era um sebo, na rua do Hospício,nº57. Em 1888, segundo o mesmo Almanak, "J.A. Roque era representante de Campos & C. ,Lisboa, na r. Gonçalves Dias, 63". Campos e Cia era uma editora portuguesa. Teria João, também uma tipografia? Minha mãe acha que sim.
Fervilhavam, nessa época no Rio de Janeiro, as idéias abolicionistas e republicanas e os debates e publicações dos que eram pró ou contra a cada uma dessas idéias. João, ao que parece, tomou partido das idéias mais liberais e publicou algum panfleto em sua tipografia. Para não ser preso, fugiu para São Paulo por um tempo. E, enquanto cavalgava em direção a São Paulo descobriu, provou e gostou da enorme " pêra brasileira"!
Que fruta será essa?
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